Dependente químico: como diminuir o sofrimento dos familiares

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Conviver com um dependente químico na família é uma situação extrema na vida, por qual nenhuma pessoa quer passar. No entanto, quando esse tipo de situação acontece, é preciso reunir forças para resistir aos desgastes, tanto físicos quanto emocionais, que o contexto pode trazer.

Segundo o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família), realizado entre 2012 e 2013, na população brasileira, cerca de 28 milhões de pessoas conviviam com alguém com dependência química em casa.

Reunimos aqui seis sugestões de coisas que podem ser feitas para que o sofrimento de famílias com dependentes químicos possam ser reduzidos.

Cuide da sua saúde física e mental

Diante da situação, é fundamental que os familiares de um dependente químico busquem formas de manter o equilíbrio físico e mental. Nesse momento, também é importante evitar o desenvolvimento de problemas como depressão e hipertensão.

Boa alimentação e a prática de exercícios físicos diários são importantes para a liberação de substâncias que dão a sensação de disposição ao corpo. Tente fazer, pelo menos, caminhadas diárias. E, muito importante, cuide bem do ambiente onde você vive.

Não hesite em procurar auxilio profissional. Não apenas o dependente químico precisa de se tratar, mas se há sinais de prejuízo da saúde mental dos familiares é muito importante a procura por um profissional especializada para acompanhamento e tratamento se for o caso.

Não discuta com o usuário em momentos de crise

Converse com o usuário em momentos em que eles estiver aberto a ouvir. Bater de frente em situações de crises de violência ou de abstinência pode atrapalhar ainda mais a situação, piorando os laços de convivência.

Discutir durante as crises pode trazer abalos emocionais e pode diminuir a sua segurança para lidar com a situação.

Continue a sua vida social

Não deixe de comemorar aniversários, cozinhar, conversar com os vizinhos e amigos. Você não pode abrir mão das suas atividades diárias, já que elas são formas de trazer pequenas felicidades que ajudam a dar forças para superar as tristezas vivenciadas na família.

Não deixe de trabalhar

De acordo com a pesquisa do INPAD, a presença da dependência química na família afeta o orçamento dos envolvidos. Por isso, é fundamental que os familiares não abram mão do trabalho, que, além da segurança financeira, é importante por reforçar os aspectos de socialização já mencionados ao ocupar a cabeça com outros desafios.

Dê suporte à mãe da família

A pesquisa do INPAD ainda revela que, em 66% dos casos, a mulher (na maior parte das vezes, a mãe) é a principal responsável pelo tratamento do dependente químico.

Além de serem as principais responsáveis pelas tarefas domésticas, elas são também as pessoas que mais sofrem problemas físicos e psicológicos por conta do dependente. Por isso, é fundamental que os outros familiares deem suporte para que a mãe não seja sobrecarregada pela situação.

Ajude nas tarefas domésticas e na relação com o parente usuário de drogas.

Busque um tratamento para o dependente químico

É preciso que a família busque alternativas de suporte para solucionar o problema, com profissionais especializados que ofereçam tratamentos adequados para cada caso. A família não pode tomar para si, já que é muito difícil ela dar conta de encontrar sozinha a solução do caso.

Se você passou por alguma situação de dependência química em sua família e tem outras sugestões de como ligar com ela, conte para gente nos comentários.

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